O documentário ‘Céu do Congo – Território em Diáspora Legendado’ foi selecionado para integrar o 1.º Ciclo de Cinema de ‘O Clarão e a Serra – Festival de Arquitetura e Paisagem’, que vai ser realizado do dia 13 a 17 de outubro, na vila de Rio de Mouro, na cidade do Sintra. O filme tem direção de Th
O filme ‘Céu do Congo – Território em Diáspora Legendado’ foi selecionado para integrar o 1.º Ciclo de Cinema de ‘O Clarão e a Serra – Festival de Arquitetura e Paisagem’, que vai ser realizado do dia 13 a 17 de outubro, na vila de Rio de Mouro, na cidade do Sintra, em Portugal. O evento é promovido pela Associação Cultural Casa de Albarraque, em parceria com o Festival Internacional de Cinema Ambiental de Santa Catarina (FICASC) e a Associação Jipangue, e com o apoio financeiro da Direção-Geral das Artes.
O comunicado de que o filme que fala do congo de Cariacica foi feito pelos dirigentes da Associação Cultural Casa de Albarraque, Eduardo Costa Pinto & Frederico Vital Soares. Eles explicam que o ‘O Clarão e a Serra – Festival de Arquitetura e Paisagem’ procura criar um espaço de encontro e reflexão em torno das relações entre arquitetura, paisagem, território, ambiente e sociedade, reunindo cinema, debate e outras práticas culturais e artísticas.
“Neste contexto, gostaríamos de convidá-lo a estar presente na sessão de exibição de ‘Céu do Congo – Território em Diáspora Legendado’, a 17 de outubro, em Rio de Mouro (Sintra), integrando igualmente o momento de apresentação e conversa com o público após a projeção do filme. Acreditamos que a sua presença contribuirá de forma particularmente relevante para o diálogo em torno da obra e das questões que esta levanta, enriquecendo a experiência do público e os temas que pretendemos colocar em discussão ao longo deste primeiro ciclo de cinema”, diz o convite dirigido aos autores do filme.
O curta-metragem tem duração de 16 minutos e retrata um recorte a partir da história do artista Eustarley Barone, neto do Mestre Gabirola. O documentário ‘Céu do Congo – Território em Diáspora Legendado’ é uma jornada cinematográfica pela história e a identidade da cultura bantu-capixaba, tendo o Céu do Congo como cenário central. O filme busca capturar a essência dos rituais, celebrações e músicas, assim como explorar a interação entre a tradição ancestral e as influências contemporâneas, refletindo sobre a diáspora negra. O filme tem direção de Thiago Souza e Gabriel Moreira.
O projeto audiovisual do documentário pretende, essencialmente, capturar a riqueza de subjetividades que constituem o território Céu do Congo, engendrando um espaço-tempo imagético/sonoro muito mais interessado em provocar a experiência sensível do que se empenhar na busca de um registro convencional da realidade.
Para isto, o diretor Thiago Souza opta por uma construção não-linear deste espaço-tempo, onde as premissas trazidas pelo pesquisador, o advogado André Luiz Moreira - e as elucubrações em torno dos conceitos de território e diáspora a partir de uma cosmovisão africanista - serão traduzidas em obra-imagem. Moreira vai a Portugal participar do 1.º Ciclo de Cinema de ‘O Clarão e a Serra – Festival de Arquitetura e Paisagem’, e fará palestra sobre o assunto.
Sobre o artista
Eustarley Barone é de Roda D'água, Cariacica. Nascido em 1983, a música está em sua vida desde os 3 anos de idade, fazendo samba com seu pai. Aos 6 anos estava no congo com Mestre Gabiroba, aos 12 participou de uma escola de samba. Em 2004, participou de oficina com Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionista do mundo, falecido em 9 de março de 2016. Desde então, contribuiu como compositor e percussionista no grupo Poesias de Umbá, Reduto Verbal, chegou até o Céu do Congo, participou da banda de Congo Santa Izabel e agora, também em família, com o Mestre Tagibe. Atualmente também compõe o grupo Águas de Fulô.